EM FOCO - Informativo do Hospital Centrinho/USP e Funcraf • Ano 5 • nº 36• Bauru, jun/jul 2005

Campus etc. - Comunidade e Solidariedade (p.6)

Funcraf completa 20 anos

Em 22 de julho a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais (Funcraf) comemora duas décadas de atuação. Entidade sem fins lucrativos, de caráter assistencial e filantrópico, com sede e foro em Bauru/SP, a Funcraf foi criada em 1985. Um de seus trabalhos mais reconhecidos é o apoio oferecido às atividades do Centrinho/USP, com o qual a Fundação mantém parceria há exatos 20 anos. As ações desenvolvidas pela Funcraf  entrelaçam as áreas da saúde, pesquisa, educação e cidadania, num contexto que visa promover o bem-estar social e inserir o público atendido ao convívio natural em sociedade, de modo que seus direitos sejam garantidos.

Além da sede, onde funciona a administração, o setor de Recursos Humanos e a Seção de Pessoal, a Funcraf mantém, atualmente, três subsedes de atendimentos ambulatoriais nas áreas de deficiência auditiva e fissuras labiopalatais. Duas delas localizadas também no Estado de São Paulo, uma em Itararé, município da Região Sudoeste do Estado com pouco mais de 46 mil habitantes, e outra em Santo André, cidade com quase 650 mil moradores. A terceira subsede está localizada na capital do Mato Grosso do Sul, a populosa Campo Grande, com 664 mil habitantes, segundo último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - 2000). Todas atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Organização de eventos, sobretudo nas áreas de saúde e pesquisa, e desenvolvimento de programas e projetos de reabilitação, educação e capacitação profissional movimentam os funcionários da Funcraf que somam 462, dentre eles 25 atuam na sede, 323 prestam serviços nas dependências do Centrinho/USP e 114 se distribuem nas subesedes.

Olho Vivo!

Para saber mais sobre o trabalho da Funcraf e obter informações para possíveis parcerias, entre em contato com a entidade:14 3103-0900/ funcraf_admana@terra.com.br, ou com a Assessoria de Comunicação (14) 3235-8156. Em detalhes: www.funcraf.org.br


Bauru para todos

Uma vez por mês, pacientes do Centrinho/USP vindos de diversos Estados brasileiros têm recebido a oportunidade  de conhecer os pontos turísticos da “cidade sem limites”. A iniciativa é da Profis (Sociedade de Promoção Social do Fissurado Labiopalatal) e leva o nome de “Conheça Bauru”.  Idealizado em 2004 por assistentes sociais da entidade, o projeto integra e diverte pacientes do hospital, estreitando os laços de amizade entre os hospedados da Profis ao mesmo tempo em que estabelece um vínculo (afetivo e informativo) com Bauru. SESC (Serviço Social do Comércio), shopping e zoológico são alguns dos locais já visitados.  “Desde o início do ano, quase 150 pessoas fizeram os passeios, com apoio da BauruTrans”, conta a assistente social Laís Elaine Catini. “Também aceitamos convites para visitar empresas e serviços da cidade”, completa. Informações:  (14) 3235-8133.


Integração internacional

A tradicional parceria entre a Universidade da Flórida, o Centrinho/USP e o Departamento de Fonoaudiologia da FOB vem abrindo portas para novos convênios.

No segundo semestre deste ano, por exemplo, serão intensificados os trabalhos do chamado “Flórida II” - novo projeto que vai pesquisar aspectos do crescimento da face e dos arcos dentários, além da fala de pacientes de seis a 12 anos de idade, que pertencem à amostragem do “Projeto Flórida” (trabalho original iniciado há dez anos, em fase conclusiva, que compara técnicas cirúrgicas e evolução da reabilitação da fala em crianças com fissura labiopalatal).

Participam da nova fase profissionais das áreas de fonoaudiologia, ortodontia e serviço social. “Agora,  queremos estudar qual a técnica que menos interferiu no crescimento facial e na fala dos pacientes em até dez anos após a cirurgia”, explica a fonoaudióloga Maria Inês Pegoraro-Krook, diretora do convênio com a Universidade da Flórida, pesquisadora do Centrinho/USP e livre-docente do Departamento de Fonoaudiologia da FOB/USP.  Com investimento de US$ 2,5 milhões, a pesquisa tem aprovação do Conep/MS (Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde) e do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (N.I.H.), que financia o trabalho.

A exemplo do “Projeto Flórida” - que deve apresentar resultados definitivos sobre as técnicas cirúrgicas ainda neste ano - o “Flórida II” (estudo do crescimento da face) reúne amostra significativa - cerca de 500 pacientes de todo o Brasil - e tem grande relevância para a comunidade científica internacional. O prazo previsto para o desenvolvimento da pesquisa é de cinco anos.


Caminho de volta

Criado pelo Centro de Ciências Forenses (Censcifor) da Faculdade de Medicina da USP, o Projeto Caminho de Volta - desenvolvido há quase um ano em parceria com a Polícia Civil -, vem utilizando a biologia molecular e a genética para solucionar casos de desaparecimento de crianças. Implementado para atuar em todo o Estado de São Paulo, o projeto já capacitou equipes de São José dos Campos e Bauru. Dados e amostras são coletados nessas cidades e enviados para São Paulo, onde são analisados. O principal objetivo é criar um banco de dados genéticos para a identificação da família da criança. “Hoje, são cerca de 115 famílias inscritas. Mais de 50% delas comparecem às consultas marcadas, o que mostra uma grande aderência”, afirma Gilka Fígaro Gattas, professora coordenadora do Caminho de Volta. Só no Estado de São Paulo, cerca de oito mil crianças desaparecem por ano. Para a professora Gilka, é importante que se forme “uma rede entre faculdades públicas e privadas, conselhos tutelares e qualquer outra instituição onde seja possível estabelecer vínculos para o atendimento psicossocial das famílias”. Em Bauru, por exemplo, a parceria foi firmada com a Deinter 4 (Delegacia do Interior) e o biólogo com doutorado em genética, Esiquiel de Miranda, atual coordenador dos laboratórios de genética do Centrinho/USP. Saiba mais:

www.cencifor.fm.usp.br/caminhodevolta.htm. // 11 3085-9677.

(Fonte: USP Online - www.usp.br)


De tirar o chapéu

Nesta edição, nossos aplausos (com méritos) vão para o “Repórter Ciência” - iniciativa de um grupo de estudantes do curso de  jornalismo do campus local da Unesp (Universidade Estadual Paulista), André Quitério, Alexandre Bittencourt, Emílio Sant’Anna, Wellington Elias e Willians Fausto. 

O conteúdo - totalmente desenvolvido para a Internet - (http://www.reporterciencia.com.br) traz matérias jornalísticas com foco nas diversas áreas das ciências. Prova de que a universidade é um laboratório em que fervilham criatividade e disposição. Parabéns aos idealizadores!

Veja nessa edição:
 
Editorial:
De Bauru para o Brasil
Ponto de vista
Um hospital de ensino
A Ouvidora responde
Como identificar a humanização de um ambiente?
Bauru de A a Z
Sim, nós temos teatro. E dos bons.
Em família
Leitura
Comunidade & solidariedade
Funcraf completa 20 anos
Bauru para todos

Integração internacional

  Caminho de volta
  De tirar o chapéu
Pense bem
Conscientização x violência
Cantinho da nutrição
Menopausa: como chegar lá com saúde
Centrinho 38 anos
Duas vivências e uma homenagem
O último dos catedráticos
  Duelo com FHC e "república de professores"
  Bastidores políticos...
Pinceladas de carinho
Sem contra-indicação
Educação infantil: existe fórmula para educar nossos filhos?
Cuca Fresca
Alma e medicina
Concurso
Seis brasileirinhos expressam preocupação com meio ambiente
Gente do Brasil
Cartas
Retrato de família
Raimunda, Jamile e Ricardo: coincidências e emoções em nome dos filhos
  Expediente