| EM
FOCO - Informativo do Hospital Centrinho/USP e Funcraf • Ano 7•
nº 41• Bauru, mar/abr 2007
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Campus etc. (p.8 e 9) FOB leva saúde bucal e auditiva a rondonienses
Entre 26 de janeiro e 10 de fevereiro, cerca de 33 alunos da Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP (de graduação e pós-graduação) e três alunos do Curso de Especialização em Saúde Coletiva do Centrinho/USP estiveram no município de Monte Negro, em Rondônia - a 2.750 quilômetros de Bauru (SP) -, oferecendo atendimento à população carente do local. Essa é a 13ª viagem da unidade ao município rondoniense (com população estimada de 16.233 habitantes, segundo IBGE/2005), onde semestralmente são feitas ações nas áreas de odontologia e fonoaudiologia. Os estudantes atenderam 248 pacientes na área de odontologia, totalizando cerca de 700 procedimentos clínicos. Além disso, foram entregues 19 próteses odontológicas. Na área de fonoaudiologia, mais 200 atendimentos foram realizados, em média. Ao todo, a FOB adquiriu 22 aparelhos auditivos, que beneficiaram 12 pacientes escolhidos por escala de prioridade entre os 56 avaliados em expedições anteriores. “Estudamos os casos e agora conseguimos entregar esses aparelhos”, afirma a professora Magali de Lourdes Caldana, fonoaudióloga que coordena o projeto. Os alunos de fonoaudiologia da FOB também ofereceram capacitação a professores e educadores de creches da rede pública com relação à percepção de alterações fonoaudiológicas, como distúrbios de linguagem oral e escrita e voz. As ações são desenvolvidas no município há cinco anos por meio de programa de extensão universitária da FOB/USP, que mantém uma Clínica de Saúde Bucal e Fonoaudiológica na cidade em parceria com uma Ong - a Lisura (Liga Independente de Saúde Rural).
Saúde coletiva Segundo o mestrando em Saúde Coletiva Ricardo Pianta, que está em sua sexta expedição a Rondônia, os atendimentos odontológicos não se restringem apenas às próteses dentárias, mas incluem procedimentos clínicos, como restaurações, cirurgias e tratamentos periodontais. “Na área preventiva, uma equipe volante de pesquisa visita as comunidades rurais com o intuito de traçar o perfil epidemiológico de saúde bucal do município e realizar restaurações preventivas. Depois, os pacientes são agendados para atendimento clínico adequado em uma próxima expedição”, afirma Pianta. Cerca de 700 crianças em idade escolar, incluindo escolas rurais, foram orientadas sobre os procedimentos corretos de escovação dentária e cuidados com a audição e a voz por meio de teatro. “Nós encenamos peças lúdicas e até utilizamos um carro de som para chamar a atenção das crianças. Tudo com o objetivo de levar informação e orientação em saúde bucal e fonoaudiológica” complementa a doutoranda em Patologia Bucal Rosário de Arruda Moura Zedebski, que esteve em Rondônia pela primeira vez. “Em 20 anos de profissão, essa foi minha experiência mais gratificante”, garante. A fonoaudióloga Maria Aparecida Machado, que coordenou as atividades clínicas de sua área nesta viagem, salientou a carência da população local e a gratidão dos moradores com o trabalho. “Você acaba ficando muito emocionado. Os pacientes são pessoas extremamente simples e te trazem uma devolutiva muito grande. Várias vezes precisei largar o microfone enquanto falava por causa da emoção”, conclui. (Fonte consultada: USP Online) |
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||