EM FOCO - Informativo do Hospital Centrinho/USP e Funcraf • Ano 7• nº 41• Bauru, mar/abr 2007

Leitor em foco - Sem contra indicação (p. 19)

Eu diante do diferente*

Caro leitor, a partir dessa edição, essa coluna volta a ser editada. Nessa nova fase, com a máxima “Informação: um remédio sem contra-indicação”, traremos os resultados alcançados na oficina de jornal que nossa equipe desenvolve com pacientes do Centrinho/USP, com idade entre 10 e 23 anos. A seguir, confira artigo escrito a muitas mãos, a partir de exercício de reflexão sobre “ser diferente”.

Somos pessoas normais por sermos diferentes. Todos temos diferenças. Somos donos de características diversas e pensamos de modo diferente. Imaginem como seria se pensássemos todos a mesma coisa ao mesmo tempo. No mínimo estranho, não é mesmo? Por isso é importante a comunicação com pessoas de costumes ou mesmo sotaques diferentes dos nossos. Trata-se de uma experiência interessante, pois podemos aprender novas coisas.

Portanto, quando há diferenças, não devemos considerá-las negativas. O importante é termos atitudes, procurando nossos próprios gostos, nossos próprios jeitos. As pessoas devem respeitar nossas formas de pensar, de vestir  e de ver o mundo. Se nos considerarmos diferentes e interpretarmos nossas diferenças como negativas, estaremos também nos excluindo. Por isso, o ideal é levantarmos a cabeça e encararmos a luta.

Existem inúmeros tipos de diferentes: orientais, negros, deficientes, índios, pessoas pobres, ricas, mais altas, baixas, gordas e magras. Nem sempre somos fortes ou ricos da maneira que sonhamos. Mesmo assim, não podemos nos sentir excluídos. Ao contrário, devemos sempre buscar melhorar nossa auto-estima.

Por outro lado, muitas vezes também sentimos medo e aflição diante do diferente. Alguns dos nossos amigos são maiores, menores, outros mais espertos. Às vezes temos uma sensação estranha por percebermos que as pessoas nem sempre são aquilo que pensamos. Geralmente isso ocorre pois achamos que as pessoas devem se comportar de acordo com o que imaginamos - e tal situação pode causar o preconceito.

Em outras ocasiões nos sentimos esquisitos por tentarmos sempre ser iguais aos nossos amigos. Vejamos um exemplo comum entre os adolescentes: se vamos a uma festa à fantasia e, ao chegarmos lá, percebemos ser os únicos fantasiados, com certeza seremos tratados como diferentes. Tal situação também pode gerar estranhamento.

Enfim, a diferença pode nos causar apreensão por não sabermos realmente o que ela é. Mas temos de respeitá-la, não olhando para o diferente como sinônimo de estranho. Aprender com a diferença é a melhor saída. O diferente, definitivamente, sempre pode nos ensinar algo de bom.

* Escrito por Alysson Antônio Carvalho de Paula, Bruna Oliveira da Silva, Caroline Mendes, Daiany Fernanda Lazari Rodrigues, Flavia de Souza, Ingrid da Silva Alves, Isabela Carvalho de Paula e Leandro Fidêncio Gregório,  repórteres-mirins do projeto Jornal Oficina do SerCom do Centrinho/USP.

Veja nessa edição:
 
Editorial:
O milagre da vida
Cuca Fresca:
Nós e as circunstâncias
Ao pé d'ouvido:
A morte é algo tão vital quanto o próprio nascimento
Qualidade de vida:
 
Pesquisa:
Estudo encontra alta contaminação em alface
Fator ambiental:
A Mata Atlântica em nossa vida
Leitura:
Assistência à criança
Cultura & Lazer:
A arte que busca a cura
Campus etc.:
FOB leva saúde bucal e auditiva a rondonienses
  Programe-se - Centrinho 40 anos
Especial:

Hospital é cenário de romances que chegam ao altar

  "Casa de guardar votos"
Retrato de família:
Uma autêntica família Centrinho
Gente do Brasil:
Cartas
Perfil de gente grande:
A matriarca do Maranhão
Sem contra indicação:
Eu diante do diferente *
Quintal do Vô Zico:
Calendário do Centrinho traz desenhos da garotada
Participe do 4o. Concurso de Desenho
Expediente