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FOCO - Informativo do Hospital Centrinho/USP e Funcraf • Ano 9 •
nº 48 • Bauru, set. 2009 - Especial
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Assim Somos (p. 19) Na contramão
Iniciativa do Centrinho-USP, desenvolvida pelo Serviço Social desde 1991, já intermediou 18 casos de adoção de crianças com fissura labiopalatina. Hoje, sobram casais interessados em adotar um bebê fissurado São 18 histórias de adoção bem-sucedida em 18 anos de projeto. Os casos chamam a atenção por contrariarem o perfil ainda perseguido pela sociedade brasileira, já que as crianças adotadas têm fissura labiopalatina. Criado em 1991, o Projeto Adoção tem por objetivo encontrar um lar para bebês nascidos com anomalias craniofaciais, numa parceria com o Fórum de Bauru e de outras cidades brasileiras. Os casais que aguardam pelos bebês fissurados se cadastram no Fórum e, estando aptos para a adoção, ficam em contato com a assistente social do Centrinho-USP, que ajuda o Fórum na agilização da adoção. “Tomamos conhecimento dessas crianças por meio dos cuidadores que as acompanham no tratamento oferecido aqui no Centrinho”, conta a assistente social Regina Célia Valentim. Segundo ela, a partir do primeiro caso, surgiu a ideia de criar um cadastro de candidatos interessados em adotar esses bebês. “Por incrível que pareça, sobram interessados. Felizmente, não temos notícias de muitos bebês com fissura abandonados”, conta. “Há pacientes que foram morar no Sul, outros em países como os Estados Unidos e todos estão muito bem”, informa. No momento, o Projeto Adoção do Centrinho tem cadastrados cinco casais que aguardam pela chegada de um bebê. A identidade desses casais será preservada. Mas podemos afirmar que três deles já têm filhos biológicos e adotivos com fissura. “É inexplicável. O amor desses pais é incondicional e extrapola explicações racionais”, conclui Regina. Cultura da adoção Apesar dos avanços, a cultura da adoção atuante na sociedade brasileira ainda corresponde a pesquisas realizadas na década de 90. Na escolha do perfil das crianças adotadas, ainda prevalece (76%) o desejo por aquelas consideradas saudáveis. A preferência (69%) também aponta para os recém-nascidos, ou seja, os bebês que têm até três meses de idade; 60% são do sexo feminino e 64% são de pele clara (crianças brancas). (ES). Para saber mais : Projeto Adoção do Centrinho-USP de Bauru: 14 3235-8122 ou 3235-8144. |
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