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FOCO - Informativo do Hospital Centrinho/USP e Funcraf • Ano 9 •
nº 48 • Bauru, set. 2009 - Especial
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Assim Somos (p. 24) Implante Coclear e deficiência auditiva É crescente o número de pessoas em busca de um atendimento na área de deficiência auditiva. Segundo a OMS, mais de 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência auditiva. Para a Sociedade Brasileira de Otologia, de cada mil crianças nascidas no país, de 3 a 5 já nascem com deficiência auditiva. No Centrinho-USP, a procura aumenta a cada ano (em 2000 eram 16.540 pacientes matriculados nessa área. Hoje, são mais de 25 mil). Para dar conta da demanda da forma mais completa possível, o hospital mantém uma divisão específica para essa área - a Divisão de Saúde Auditiva. Além da adaptação de aparelhos auditivos convencionais (os aparelhos de amplificação sonora individual - AASI), o hospital oferece programas especiais, como o mantido pelo Grupo de Implante Coclear - que, desde 1990, realiza a cirurgia de implante coclear (conhecida internacionalmente como “ouvido biônico”) em pessoas com surdez severa para profunda e profunda bilateral. A operação de alta complexidade consiste na implantação de um dispositivo eletrônico computadorizado no ouvido interno, que substitui parcialmente as funções da cóclea, transformando energia sonora em sinais elétricos. Estes sinais são decodificados e enviados ao córtex cerebral. Após aproximadamente 40 dias da cirurgia, é ativado o dispositivo externo (microfone, antena e processador de fala), que fica acoplado na região próxima à cicatriz da cirurgia através de um imã. O microfone capta o som, envia para o processador de fala (que codifica o som natural para som elétrico) e a antena transmite esse som cutâneamente, por sistema de rádio-freqüência, para o dispositivo interno. Atualmente existem no mundo mais de 100.000 usuários de implante coclear. Apenas oito centros especializados fazem essa cirurgia no país. Os serviços paulistas vinculados à Universidade de São Paulo (USP) da Capital, Bauru e Ribeirão Preto (que continuam fazendo o procedimento), a Santa Casa de São Paulo, a Escola Paulista de Medicina (EPM) e hospitais do Rio Grande do Sul e do Norte. Hoje, o Ministério da Saúde paga R$ 43,8 mil por implante, e mais R$1,7 pelo ato cirúrgico. No Centrinho-USP essa cirurgia é feita desde 1990. Até hoje, mais de 600 cirurgias deste tipo já foram realizadas, com média de 10 por mês. Todas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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